I.
Quando votamos fazê-mo-lo em alguém.
Estranhamente, quando não votamos ou votamos em branco, fazê-mo-lo também em alguém.
A inércia aproveita sempre a quem age, e, mais perigoso ainda, parece aproveitar mais a quem já tem uma posição de domínio.
Logo, o não voto ou o voto em branco, são um engano, mesmo quando nos passam essa mensagem estranha de que servem para tomar uma posição ou, melhor, "ter uma leitura ou determinada interpretação".
Quando votamos fazê-mo-lo em alguém.
Estranhamente, quando não votamos ou votamos em branco, fazê-mo-lo também em alguém.
A inércia aproveita sempre a quem age, e, mais perigoso ainda, parece aproveitar mais a quem já tem uma posição de domínio.
Logo, o não voto ou o voto em branco, são um engano, mesmo quando nos passam essa mensagem estranha de que servem para tomar uma posição ou, melhor, "ter uma leitura ou determinada interpretação".
II.
Quando votamos, votamos em alguém que nos conduza a uma situação de melhor bem estar.
Vota-se assim, ou na manutenção, ou na promessa de algo melhor. E não nos iludamos, a mensagem que compramos é sempre e só uma promessa.
E como promessa tem que se estar preparado para a decepção e para a perda. O ser social e politico provavelmente será só isso, acompanha um líder, uma mensagem, uma promessa e espera, no final, que ela se concretize.
Pensando bem, a decepção, a sensação de frustração, pelos sonhos não concretizados, serão sempre inúteis, porque eram afinal uma das possibilidades entre outras.
Provavelmente até a mais provável e previsível. Por isso acho estranho que se condene hoje quem governa ou governou porque só faz promessas.
Mas pensemos bem, será que podem fazer outra coisa, que não seja uma promessa de algo melhor?
III.
Quando votamos é porque de alguma maneira nos venderam uma mensagem, uma ideia, não muito distante, penso eu, de quem vende um produto qualquer, e ao qual, para o bem e para o mal, acabamos por aderir.
As técnicas podem não ser as mesmas que estão presentes no comércio, mas são-no certamente os mecanismos de auto-defesa à semelhança dos que se tem contra qualquer coisa como o marketing agressivo.
Vão-se ganhando imunidades, anti-corpos, que nos ajudam a tentar distinguir um pouco entre a verdade e o puro meio astucioso. O problema é que a verdade não se tem "vendido".
A astúcia, a omissão dolosa, a promessa ilusória, tem tido muito mais clientela. Como dizia um amigo, o problema também é que Deus não foi nada democrático quando distribuiu a lucidez pelas pessoas.
IV.
Quando votamos, aderimos sempre a uma ideologia. Digo mesmo, sempre. Mesmo que atípica, mesmo que "em terceira via", mesmo que não reflectida numa qualquer doutrina clássica, ela está sempre presente.
E de mão dada com ela, estranhamente, também o medo que a mesma ou as que dialécticamente contra ela se confrontam, despertam.
Quando votamos, votamos em alguém que nos conduza a uma situação de melhor bem estar.
Vota-se assim, ou na manutenção, ou na promessa de algo melhor. E não nos iludamos, a mensagem que compramos é sempre e só uma promessa.
E como promessa tem que se estar preparado para a decepção e para a perda. O ser social e politico provavelmente será só isso, acompanha um líder, uma mensagem, uma promessa e espera, no final, que ela se concretize.
Pensando bem, a decepção, a sensação de frustração, pelos sonhos não concretizados, serão sempre inúteis, porque eram afinal uma das possibilidades entre outras.
Provavelmente até a mais provável e previsível. Por isso acho estranho que se condene hoje quem governa ou governou porque só faz promessas.
Mas pensemos bem, será que podem fazer outra coisa, que não seja uma promessa de algo melhor?
III.
Quando votamos é porque de alguma maneira nos venderam uma mensagem, uma ideia, não muito distante, penso eu, de quem vende um produto qualquer, e ao qual, para o bem e para o mal, acabamos por aderir.
As técnicas podem não ser as mesmas que estão presentes no comércio, mas são-no certamente os mecanismos de auto-defesa à semelhança dos que se tem contra qualquer coisa como o marketing agressivo.
Vão-se ganhando imunidades, anti-corpos, que nos ajudam a tentar distinguir um pouco entre a verdade e o puro meio astucioso. O problema é que a verdade não se tem "vendido".
A astúcia, a omissão dolosa, a promessa ilusória, tem tido muito mais clientela. Como dizia um amigo, o problema também é que Deus não foi nada democrático quando distribuiu a lucidez pelas pessoas.
IV.
Quando votamos, aderimos sempre a uma ideologia. Digo mesmo, sempre. Mesmo que atípica, mesmo que "em terceira via", mesmo que não reflectida numa qualquer doutrina clássica, ela está sempre presente.
E de mão dada com ela, estranhamente, também o medo que a mesma ou as que dialécticamente contra ela se confrontam, despertam.
Cuidados com higiene
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