Protecção de dados e a privacidade dos portugueses

Venho aquele senhor das secretas a entrar numa comissão de inquérito no Parlamento. 

Penso com os meus botões que aquele individuo esteve a trabalhar num serviço de informações criado especificamente para acautelar interesses do Estado e de todos nós. 

É preocupante que os meios deste serviço tenham sido utilizados para violar a privacidade, without a cause, de um cidadão, por sinal, um jornalista. 

Mas pensemos bem: nos dias que correm a protecção da nossa privacidade e dos nossos dados é, ou pode facilmente, ser uma miragem. 

As organizações que gerem essa informação, desde bancos, operadoras de telecomunicações, fornecedoras de serviços vários, têm uma dimensão tal, e ousaria dizer, uma "desorganização" que impossibilita essa segurança, principalmente para aquelas pessoas pré-ordenadas a violá-la. 



Qualquer pessoa, qualquer polícia ou agente secreto, tem um amigo, um familiar, uma namorada, numa dessas organizações, podendo assim entrar na intimidade da vida privada de um cidadão, sem que haja qualquer controle. 

Valha-nos as pessoas que se sentam ilegalmente vigiadas e se queixam. Valha-nos as instituições que têm "acess logs" permitindo detectar a identidade do intruso. E as penas criminais para quem acede e usa ilegalmente esses dados?
    Blogger Comentário
    Facebook Comentário

0 comentários:

Enviar um comentário

Não deixe de comentar para melhorar