Não temos ainda prisões suficientes

Pessoas em idade adulta ou que para lá caminham e que praticam actos criminosos e de violência ou que vivem parasitariamente, de forma intencional ou desleixada, no sistema comunitário. 

Por estes, o sistema pouco ou nada poderá fazer, que não seja a reacção criminal ou a fiscalização. Mas e os mais novos? 

Aqueles que vivem hoje à margem da escola, sem perspectivas, sem educação, sem limites, por exemplo nos bairros sociais. 

Para os adultos pouco mais há que a perseguição criminal. As ressocializações terão certamente alguma, pequena, eficácia, só que há coisas que já estão tão tortas que é quase impossível endireitá-las.


Mas para os mais novos devia haver esperança. Devia haver medidas. Ocorre-me pensar que esses que são jovens hoje, e que, a nada ser feito, serão os criminosos de amanhã, não nos perdoarão pelo facto da sociedade como um todo nada ter feito por eles, não os ter obrigado, mesmo à força se necessário, a ser gente. 

Alguns mesmo, senão a maioria, querem que se lhes imponham limites. A impunidade e a inércia têm sido contudo as únicas realidades visíveis. 

No futuro não haverá certamente prisões para toda esta gente.
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