Esgotaram-se quase todas as tábuas de salvação.
Da voz dos sábios do costume resta agora essa entidade pouco conhecida mas que a pouco e pouco vai fazendo o seu caminho na mente das populações, os famosos eurobonds.
Para se ter uma ideia do que são, lia hoje que os catalães pediam ao governo central de Madrid as "hispanobonds".
Diziam que já não havia dinheiro para pagar facturas e que os bancos não só não emprestavam dinheiro, como os próprios catalães já não estavam disponíveis para emprestar dinheiro ao governo comprando a sua própria divida.
Aqui está um bom sinal do que isto é. Criam-se os tais hispanobonds para que os bancos ou as populações acreditem que vai ser pago por quem tem dinheiro, para assim, o quê?, os mesmos gastarem mais dinheiro.
A fórmula é sempre a mesma, quem tem garante e depois é obrigado a dar a quem gasta.
Na crise quem poupou, quem geriu com parcimónia, quem se auto-regulou, acabará por pagar a crise para sustentar quem gastou, quem infringiu.
Imagine-se a Madeira a pedir ao Continente (se fossemos ricos e tivéssemos poupado) os PortugesesBonds.
Quereriam no fundo que a nossa honra e palavra de bons cumpridores e de gente honesta servisse de aval para, por intermédio da nossa garantia, pedirem mais e fazerem mais "obra".
Vê-se que as pessoas e alguns dos nossos políticos e dos outros não se cansam da ilusão.
É um pouco como uma droga, que quando começam, querem sempre mais. Já se esqueceram do euro e do que representou de ilusão de dinheiro barato.
Pessoa que ganham 1000 euros a comprar casas de 200.000 mil. Barato naquela altura porque agora está como se vê a ser pago com juros.
Juros, infelizmente, para os que o pediram e para os que não o pediram.
Como sempre pagam também os justos pelos pecadores. Mas agora com os Eurobonds querem a ilusão ao quadrado. Querem que um outro país dê a sua palavra de cumpridor e a sua garantia de honestidade sobre outros países e povos para que estes continuem a ter dinheiro barato sem qualquer esforço de mudança estrutural.
A senhora Merkel bate o pé a essa ideia estapafúrdia e com razão.
Pensam eles que não estão para se sentirem otários. Os portugueses têm que viver com o que têm, com o que criam e produzem, conscientes de que vivem num mundo complexo, cheio de incerteza e dificuldades.
Há muito trabalho ainda por aqui, desde logo começando por combater a corrupção e roubalheira que grassa nas elites dirigentes.
Se vierem os eurobonds então melhor é que nos tornemos já todos alemães, com os direitos deles e já agora com as suas obrigações.
Da voz dos sábios do costume resta agora essa entidade pouco conhecida mas que a pouco e pouco vai fazendo o seu caminho na mente das populações, os famosos eurobonds.
Para se ter uma ideia do que são, lia hoje que os catalães pediam ao governo central de Madrid as "hispanobonds".
Diziam que já não havia dinheiro para pagar facturas e que os bancos não só não emprestavam dinheiro, como os próprios catalães já não estavam disponíveis para emprestar dinheiro ao governo comprando a sua própria divida.
Aqui está um bom sinal do que isto é. Criam-se os tais hispanobonds para que os bancos ou as populações acreditem que vai ser pago por quem tem dinheiro, para assim, o quê?, os mesmos gastarem mais dinheiro.
A fórmula é sempre a mesma, quem tem garante e depois é obrigado a dar a quem gasta.
Na crise quem poupou, quem geriu com parcimónia, quem se auto-regulou, acabará por pagar a crise para sustentar quem gastou, quem infringiu.
Imagine-se a Madeira a pedir ao Continente (se fossemos ricos e tivéssemos poupado) os PortugesesBonds.
Quereriam no fundo que a nossa honra e palavra de bons cumpridores e de gente honesta servisse de aval para, por intermédio da nossa garantia, pedirem mais e fazerem mais "obra".
Vê-se que as pessoas e alguns dos nossos políticos e dos outros não se cansam da ilusão.
É um pouco como uma droga, que quando começam, querem sempre mais. Já se esqueceram do euro e do que representou de ilusão de dinheiro barato.
Pessoa que ganham 1000 euros a comprar casas de 200.000 mil. Barato naquela altura porque agora está como se vê a ser pago com juros.
Juros, infelizmente, para os que o pediram e para os que não o pediram.
Como sempre pagam também os justos pelos pecadores. Mas agora com os Eurobonds querem a ilusão ao quadrado. Querem que um outro país dê a sua palavra de cumpridor e a sua garantia de honestidade sobre outros países e povos para que estes continuem a ter dinheiro barato sem qualquer esforço de mudança estrutural.
A senhora Merkel bate o pé a essa ideia estapafúrdia e com razão.
Pensam eles que não estão para se sentirem otários. Os portugueses têm que viver com o que têm, com o que criam e produzem, conscientes de que vivem num mundo complexo, cheio de incerteza e dificuldades.
Há muito trabalho ainda por aqui, desde logo começando por combater a corrupção e roubalheira que grassa nas elites dirigentes.
Se vierem os eurobonds então melhor é que nos tornemos já todos alemães, com os direitos deles e já agora com as suas obrigações.
Cuidados com higiene
0 comentários:
Enviar um comentário
Não deixe de comentar para melhorar