Ouço trabalhadores e sindicalistas a falar nas formas de luta que vão lançar em breve.
Ocorre-me a greve.
Ao ouvi-los fica-se porém com a impressão que já nem mesmo eles acreditam nessas formas de luta. O mundo mudou, e com ele mudou a perspectiva que tínhamos de tudo e também dessas formas de luta.
Numa sociedade de serviços, os trabalhadores industriais percepcionam-se como curiosidades. Olhamo-os com a mesma atenção que olharíamos para um fóssil.
Os outros trabalhadores, numa sociedade mediática e imagética como a nossa, já nem sequer se sentem trabalhadores, sentem-se colaboradores, participantes, pelo menos até ao dia em que são despedidos.
Quando ouvimos ou vemos aqueles outros trabalhadores, com o seu ar perdido e antigo, é um pouco como se entrássemos num museu vivo de gente que, numa teia de indiferença, se move numa luta vã e sem propósito.
A greve está fora de moda porque não atinge qualquer objectivo útil. Nas empresas públicas, prolonga-lhe o estertor moribundo.
Nas privadas, liquida-as de imediato.
No fim, numas e noutros, tudo parece mais morto, ainda mais do que já estava dantes.
Não há hoje glória na greve. O quer fazer então? Que vias escolher para defender os interesses daqueles que produzem a maioria das coisas que usamos no dia a dia, e que com tanta facilidade esquecemos.
Ocorre-me a greve.
Ao ouvi-los fica-se porém com a impressão que já nem mesmo eles acreditam nessas formas de luta. O mundo mudou, e com ele mudou a perspectiva que tínhamos de tudo e também dessas formas de luta.
Numa sociedade de serviços, os trabalhadores industriais percepcionam-se como curiosidades. Olhamo-os com a mesma atenção que olharíamos para um fóssil.
Os outros trabalhadores, numa sociedade mediática e imagética como a nossa, já nem sequer se sentem trabalhadores, sentem-se colaboradores, participantes, pelo menos até ao dia em que são despedidos.
Quando ouvimos ou vemos aqueles outros trabalhadores, com o seu ar perdido e antigo, é um pouco como se entrássemos num museu vivo de gente que, numa teia de indiferença, se move numa luta vã e sem propósito.
A greve está fora de moda porque não atinge qualquer objectivo útil. Nas empresas públicas, prolonga-lhe o estertor moribundo.
Nas privadas, liquida-as de imediato.
No fim, numas e noutros, tudo parece mais morto, ainda mais do que já estava dantes.
Não há hoje glória na greve. O quer fazer então? Que vias escolher para defender os interesses daqueles que produzem a maioria das coisas que usamos no dia a dia, e que com tanta facilidade esquecemos.
Cuidados com higiene
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