Impostos que pagamos e os meios termos

No inicio era a progressividade dos impostos. 

Embora contra-natura, lá se foi aceitando tal principio lockiano em nome de uma presuntiva solidariedade comunitária. 

Com a participação dos mais afortunados podem os mais pobres aceder a sistemas como o serviço nacional de saúde e outros que a comunidade, em nome do bem comum, lá vai oferecendo. 

Custa muito a quem trabalhou e todos os dias luta por uma vida melhor, financiar quem vive parasitariamente (não aqueles que efectivamente não podem ou não tiveram oportunidade de ser melhores) à custa de toda a comunidade. 

Até a progressividade tem que ter limites. Mas agora, passou-se à dupla progressividade. 

Ou seja, paga-se mais nos impostos (nas receitas) e agora paga-se também mais nas despesas. 

Os tais serviços que também nós financiámos duplamente, são agora duplamente pagos.

Mas aproxima-se um novo conceito, o da dupla progressividade negativa. 

Ou seja pagamos pelos impostos, e pagamos totalmente na despesa, não tendo pois direito a serviço algum. 

O ser melhor, o tentar evoluir trás este ónus. Nada há de mais certo na vida que morrer e pagar impostos. 

Agora é morrer, pagar impostos e não ter direito a nada. Acho que o melhor é emigrar, talvez para um paraíso anárquico em que ninguém paga coisa alguma e é o salve-se quem puder. Seria assim mais justo?
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