A internacionalização do Pastel de nata

Veio agora o Ministro da Economia propor a internacionalização do pastel de nata. Acho bem, parece-me uma boa ideia.

Esqueceu-se do pastel de Belém, diferente do pastel de nata tout court, mas também com potencialidades de internacionalização. 

Também as madalenas e os queques, ou o bolo podre, mereciam algumas referências. 

O problema, no entanto, é a capacidade financeira para levar a cabo esses empreendimentos. Os pequenos pasteleiros não a têm. E aí começa a revolta. 

Só empresas holandesas como a Jerónimo Martins têm potencial financeiro para conseguir esse desiderato, com poupanças por exemplo que obtêm agora por pagarem menos impostos. 

A grande distribuição já conseguiu exterminar o pequeno comércio, as pequenas mercearias, cafés e pastelarias (as tais que davam milhares de empregos de subsistência a milhares de famílias, e que davam cor, alegria e equilíbrio aos bairros), isto para não falar na destruição que gerou de doenças profissionais futuras de milhares de portugueses e portuguesas nos call-centers e nas caixas registadoras. 

Mas agora arrumam com a possibilidade dos pobres pasteleiros poderem vender a sua mercadoria lá fora. 
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