Comunicação social e as marionetas

Não acho estranho que uma agência de comunicação social como a Lusa altere de forma que eu diria clamorosamente negligente o que o primeiro-ministro disse numa alocução a um grupo de estudantes quando se referia claramente ao comportamento dos alunos nas nossas escolas. 

Não é coisa nova a componente manipulatória da comunicação social e o facto de nós leitores nos obrigarmos a ser uma espécie de dromedários ruminantes no momento da digestão de tudo o que lemos e ouvimos. 

Afinal somos cidadãos comuns e anónimos que vamos "comendo" aquilo que nos põem na manjedoura. 

Agora pensemos bem. 

Podemos não concordar com o homem, com as suas politicas e com o que diz. Mas absolutamente grave é a forma como políticos de partidos maiores e partidos menores, comentadores mais ou menos ouvidos se lancem como cão a um osso numa palavra como a "piegas" sem curarem de saber o exacto contexto em que foi produzida. 

Estarão estas pessoas informadas, digo, realmente informadas? 

Ou limitam-se a replicar o que ouvem, ou lêem nos jornais, com meros papagaios. 



Estranho, que mesmo depois de todos os portugueses, ou pelo menos, aqueles que se querem manterem sãos, terem ouvido as exactas palavras do homem, persistam ainda no mesmo discurso. 

O primeiro-ministro chamou piegas aos portugueses, dizem. Até a interpretação da construção verbal está errada. 

Foi dito, "não podemos ser piegas". Significa, dizer às pessoas, no caso disse-o aos alunos, que não há lugar para justificações, nem para pessimismos, mas sim para soluções.
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