Fundos estruturais - pasto apetecido

Lembram-se dos jipes. Das formações profissionais inúteis e fraudulentas. Das oliveiras inexistentes e contadas a mais. Dos bovinos. 

Da teoria de que os fundos estruturais valiam pela dimensão e de que era irrelevante o seu destino e que o importante é que desde que o dinheiro entrasse na economia tudo se resolveria e o mercado sozinho encontraria o seu caminho. 

Pois bem, acho estranho que tanta gente, principalmente os políticos sejam gente de pouca memória. 

Atacam o Álvaro e o Vítor com o objectivo único e habitual de denegrir e destruir quem, mesmo que com imperfeições, tenta escolher o melhor para todos. 

Eis que temos uma evolução ou variante sobre o que é uma politica de terra queimada. Agora é a politica do lume brando ou do banho maria. 

O governo criou uma comissão para dar destino aos fundos estruturais, comissão essa chefiada pelo ministro das finanças, rodeado pelos ministros que os aplicam ou distribuem. 


Então os comentadores não sabem o óbvio de que os fundos estruturais estão sujeitos a co-financiamento. É certo que o nosso concidadão Durão Barroso tem lá por Bruxelas tentado que a obrigação de comparticipação desça um pouco desafogando os orçamentos estaduais. 

Mas isso não implica que tenha acabado. Os valores não deixam de ser astronómicos para miseráveis como nós que nem dinheiro têm para as compressas ou a diálise dos seus doentes, quanto mais para darem dinheiro às hienas do costume que cercam o Qren à espera do seu quinhão. 

Até que enfim que há uma estrutura ministerial, há muito demandada pelos pensadores da integração, que contenha os abusos e fiscalize e mais importante direccione esses dinheiros, focalizando-os nas estruturas e negócios verdadeiramente produtivos. 

Espero que os portugueses saibam olhar por cima da espuma da propaganda e da demência e não se deixem enganar.
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