Leis de Newton na politica e o interesse comum


A uma acção há uma reacção de sinal oposto. A um peso há uma massa vezes uma aceleração da gravidade. 

São leis cientificas, em principio imutáveis, assentes em argumentos matemáticos. 

Com surpresa, a politica portuguesa funciona também um pouco no respeito por estas leis. A uma opção do governo ou mesmo da oposição, é logo contestada pela contraparte sem apelo nem agravo. 


As reacções são tão imediatas e instantâneas que nos leva a pensar não terem sido objecto de reflexão ou ponderação. 

É o velho comportamento de que o que vem do outro é necessariamente mau e então à cautela independentemente de estudo ou reflexão o melhor é ser espírito de contradição. 

O comportamento parece resultante de uma qualquer mito-mania, ou, quem sabe, de uma espécie de memória genética. 

O pior é para nós e para o momento que atravessamos. 

Cada argumento ou posição impensada sempre teve custos, mas agora com credores a bater-nos à porta tem muito mais. 

Esses pedem-nos que demos as mãos para resolver os problemas e arranjar soluções. Todos os argumentos impensados tornam cada vez mais distante a luz ao fundo do túnel e o custo dos tais juros que temos que pagar pelo dinheiro que nos emprestam. 

Pedir pois aos nossos políticos que não reajam às acções imponderadamente parece ser uma impossibilidade. 

Ou pedir que não acelerem a "gravidade" tornando ainda mais pesado o peso que já nos pesa sobre os ombros é também uma miragem. 

Só políticos lunares onde não há gravidade nem atrito. Pena é que não compreendam que o ser humano, social e politico, se rege, ou devia reger por outras leis. 

A lei do nosso interesse comum.
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