Na pascoa fui a Madrid. Já por lá tinha passado há uns anos num contacto fugaz quando regressava não sei bem de onde.
Para um corpo e mente sobreaquecidos como os meus, Madrid foi um pouco como dar um mergulho numa piscina de água fresca.
O povo está literalmente na rua e a cidade pulsa com as milhares de pessoas que circulam pelas ruas como se não se cansassem nunca de ver, olhar e admirar a sua cidade.
É outro mundo. E por ser outro mundo lá me coloquei mais uma vez por deformação psicológica e à maneira de um antropólogo a analisar aquelas gentes.
A primeira coisa que se nota logo é o comércio local da cidade. A crise também grassa por aqueles lados, contudo é muito raro ver-se, pelo menos no interior da cidade um qualquer espaço de loja que não esteja afecto a uma qualquer actividade. É notório, pelo menos a mim me parece, que alguma politica antiga ali foi aplicada que impediu grandes superfícies no interior da cidade.
Milhares de madrilenos vivem do pequeno comércio, roupas, tapas, serviços, e se tal não fosse certamente seria uma cidade morta, sem vida. E se o pequeno comércio subsiste é porque os madrilenos e as pessoas que os visitam ali compram muitos dos bens que necessitam.
Grandes superfícies, a exemplo de centros comerciais, há-os fora, nos limites da cidade.
Alguém se lembrou por ali que a vida também se faz de pequenas coisas. Alguém anteveu e antecipou que potentados como certos centros comerciais arrasariam a vida da comunidade e transformariam porventura milhares de pessoas em escravos de caixa registadora e muitos outros em indigentes.
Graças a Deus que ali encontrei alma porque começava a acreditar que esse tipo de sentimento se estaria a esvair no fim do mundo num qualquer ralo da humanidade. Outra coisa que me agradou é a terminologia que atribuem às suas regiões.
Usam o termo "Comunidad". Madrid não é só Madrid, é a Comunidad de Madrid. Pode ser só uma palavra, mas, sinto-o, é uma palavra forte e profundamente sentida pelos espanhóis e levada muito a sério.
As coisas por ali pensam-se em Comunidad e isso reflecte-se no modo de estar e ver o mundo. Finalmente, outra coisa que achei hábil e que de certa forma reflecte o modo de estar e a esperteza, no bom sentido, de um povo e naturalmente dos seus políticos, transversalmente pensando.
Refiro-me à Madrid turística friendly (amiga). Seja o Metro e os transportes, sejam as ruas, os estabelecimentos, os comerciantes, os Madrilenos, todos estão pré-determinados a agradar as pessoas que os visitam, perfeitamente conscientes do que representam para a sua economia.
Pode-se chegar a Madrid vindo não sei de onde e ninguém por ali se perde e passado muito pouco tempo encontra logo o seu lugar. E no espírito que incorporam há sempre lugar para mais um um.
Há ali uma educação transversal que tem isso bem pensado. O agradável é que tal, no meu entender, é feito de uma forma natural. O que se calhar em tempos idos foi um mecanismo de sobrevivência, incorporou-se e entrou pelos genes a dentro daquele povo.
Como português sempre tive alguma relutância sobre os espanhóis, está-nos nos genes, pelo menos em relação a eles, termos sempre um pézinho atrás, mas a minha memória sobre eles que era antiga, agora refrescou-se, e o que posso dizer, invejo-os.
Invejo a alegria, mesmo quando se lhes esperam também quanto a eles algumas privações, invejo a inteligência de anteciparem o futuro e saberem preservá-lo, invejo-lhes o espírito de Comunidad.
Para um corpo e mente sobreaquecidos como os meus, Madrid foi um pouco como dar um mergulho numa piscina de água fresca.
O povo está literalmente na rua e a cidade pulsa com as milhares de pessoas que circulam pelas ruas como se não se cansassem nunca de ver, olhar e admirar a sua cidade.
É outro mundo. E por ser outro mundo lá me coloquei mais uma vez por deformação psicológica e à maneira de um antropólogo a analisar aquelas gentes.
A primeira coisa que se nota logo é o comércio local da cidade. A crise também grassa por aqueles lados, contudo é muito raro ver-se, pelo menos no interior da cidade um qualquer espaço de loja que não esteja afecto a uma qualquer actividade. É notório, pelo menos a mim me parece, que alguma politica antiga ali foi aplicada que impediu grandes superfícies no interior da cidade.
Milhares de madrilenos vivem do pequeno comércio, roupas, tapas, serviços, e se tal não fosse certamente seria uma cidade morta, sem vida. E se o pequeno comércio subsiste é porque os madrilenos e as pessoas que os visitam ali compram muitos dos bens que necessitam.
Grandes superfícies, a exemplo de centros comerciais, há-os fora, nos limites da cidade.
Alguém se lembrou por ali que a vida também se faz de pequenas coisas. Alguém anteveu e antecipou que potentados como certos centros comerciais arrasariam a vida da comunidade e transformariam porventura milhares de pessoas em escravos de caixa registadora e muitos outros em indigentes.
Graças a Deus que ali encontrei alma porque começava a acreditar que esse tipo de sentimento se estaria a esvair no fim do mundo num qualquer ralo da humanidade. Outra coisa que me agradou é a terminologia que atribuem às suas regiões.
Usam o termo "Comunidad". Madrid não é só Madrid, é a Comunidad de Madrid. Pode ser só uma palavra, mas, sinto-o, é uma palavra forte e profundamente sentida pelos espanhóis e levada muito a sério.
As coisas por ali pensam-se em Comunidad e isso reflecte-se no modo de estar e ver o mundo. Finalmente, outra coisa que achei hábil e que de certa forma reflecte o modo de estar e a esperteza, no bom sentido, de um povo e naturalmente dos seus políticos, transversalmente pensando.
Refiro-me à Madrid turística friendly (amiga). Seja o Metro e os transportes, sejam as ruas, os estabelecimentos, os comerciantes, os Madrilenos, todos estão pré-determinados a agradar as pessoas que os visitam, perfeitamente conscientes do que representam para a sua economia.
Pode-se chegar a Madrid vindo não sei de onde e ninguém por ali se perde e passado muito pouco tempo encontra logo o seu lugar. E no espírito que incorporam há sempre lugar para mais um um.
Há ali uma educação transversal que tem isso bem pensado. O agradável é que tal, no meu entender, é feito de uma forma natural. O que se calhar em tempos idos foi um mecanismo de sobrevivência, incorporou-se e entrou pelos genes a dentro daquele povo.
Como português sempre tive alguma relutância sobre os espanhóis, está-nos nos genes, pelo menos em relação a eles, termos sempre um pézinho atrás, mas a minha memória sobre eles que era antiga, agora refrescou-se, e o que posso dizer, invejo-os.
Invejo a alegria, mesmo quando se lhes esperam também quanto a eles algumas privações, invejo a inteligência de anteciparem o futuro e saberem preservá-lo, invejo-lhes o espírito de Comunidad.
Cuidados com higiene
0 comentários:
Enviar um comentário
Não deixe de comentar para melhorar