A mensagem do Carnaval do pobre

Ainda a tolerância de ponto do Carnaval. Já lá vai. Passou. Já toda a gente voltou ao trabalho. 

Uns quantos ficam com uma espécie de satisfação do menino rebelde e traquinas de quem se revoltou contra o pai. 

Outros ficam com aquela dúvida dos calculistas que ao fazerem as suas continhas, acham que entre trabalhar e festejar o Carnaval, esta última beneficiaria a economia e até ajudava o produto interno bruto. 

Outros ainda fazem o papel de colosso de rodes, um pé aqui e outro ali, de não quererem apoiar nem um nem outro, compreendendo, penso eu, apesar de tudo a opção do governo. 


E a opção parece-me óbvia, independentemente de poder ou não concordar-se com ela.

Tem a ver com a mensagem que se passa e o exemplo que se dá. Realmente governar, penso, tem muito a ver com isso. Com passar uma mensagem e indicar um caminho. 

No caso, a mensagem era, festejem se quiserem, mas o tempo se calhar não está para brincadeiras, só se lá vai com trabalho. E o caminho indicado era, mais trabalho ainda. 

O problema é que o trabalho de uns é o festejo de outros.  
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