Não sou só eu. De pessoas com quem vou falando, todas elas notam o mesmo que eu.
É um mal nacional, não sei se uma doença.
Não vislumbro quem tenha dado início à difusão desse vírus, mas ele está cá, ele existe.
Também não sei muito bem quando começou, se há uma década, se há duas, ou se desde sempre. Talvez ele sempre cá tenha estado e, pela nossa desatenção, alienação, ou coisa pior, pela nossa mesquinhez, o tenhamos ignorado.
O mal é nacional, como disse, e é geral. Apanha já todas as fibras e órgãos do ser comunitário.
O cheiro que deita é já tão nauseabundo que as células sãs se obrigam a fugir e se refugiam nas clandestinidades dos seus próprios anonimatos. Há um layer de porcaria putrefacta à superfície e um outro layer que se esforça por se manter puro e activo no seio da sua intimidade.
Isto para me referir ao modo como a comunicação social vem promovendo os nossos anseios informativos. Não sei se é coisa desta nova era televisiva, ou desse negócio que é a comunicação social, ou se é mesmo deformação ética e humana das pessoas que nela trabalham, que depois, fatalmente, determina o produto final.
Não me refiro só à selecção das noticias más, aos assassínios, aos acidentes, às catástrofes.
Referimo-me a um desejo íntimo de que qualquer coisa corra mal, a alguém ou a todos, para que haja notícia para vender. Um quase amor à desgraça alheia, independentemente das consequências gerais que isso tenha, só para ter assunto e cacha de jornal.
É a isso que chamo um suicídio, primeiro, suicídio dos próprios promotores da notícia que habitam no mesmo caldo onde elas se concretizam, e suicídio, neste caso, não auto-infligido, mas passivo por inércia, de quem os ouve e lhes dá crédito.
Com total desprazer meu, a nossa comunicação social transformou-se numa espécie de central de propaganda da miséria, em que comentadores e pivots, à maneira dos tubarões que farejam sangue, lambem os beiços de prazer sempre que algo de maléfico ou prejudicial é previsível, e se não é, tanto o incentivam que acaba por ser.
É um mal nacional, não sei se uma doença.
Não vislumbro quem tenha dado início à difusão desse vírus, mas ele está cá, ele existe.
Também não sei muito bem quando começou, se há uma década, se há duas, ou se desde sempre. Talvez ele sempre cá tenha estado e, pela nossa desatenção, alienação, ou coisa pior, pela nossa mesquinhez, o tenhamos ignorado.
O mal é nacional, como disse, e é geral. Apanha já todas as fibras e órgãos do ser comunitário.
O cheiro que deita é já tão nauseabundo que as células sãs se obrigam a fugir e se refugiam nas clandestinidades dos seus próprios anonimatos. Há um layer de porcaria putrefacta à superfície e um outro layer que se esforça por se manter puro e activo no seio da sua intimidade.
Isto para me referir ao modo como a comunicação social vem promovendo os nossos anseios informativos. Não sei se é coisa desta nova era televisiva, ou desse negócio que é a comunicação social, ou se é mesmo deformação ética e humana das pessoas que nela trabalham, que depois, fatalmente, determina o produto final.
Não me refiro só à selecção das noticias más, aos assassínios, aos acidentes, às catástrofes.
Referimo-me a um desejo íntimo de que qualquer coisa corra mal, a alguém ou a todos, para que haja notícia para vender. Um quase amor à desgraça alheia, independentemente das consequências gerais que isso tenha, só para ter assunto e cacha de jornal.
É a isso que chamo um suicídio, primeiro, suicídio dos próprios promotores da notícia que habitam no mesmo caldo onde elas se concretizam, e suicídio, neste caso, não auto-infligido, mas passivo por inércia, de quem os ouve e lhes dá crédito.
Com total desprazer meu, a nossa comunicação social transformou-se numa espécie de central de propaganda da miséria, em que comentadores e pivots, à maneira dos tubarões que farejam sangue, lambem os beiços de prazer sempre que algo de maléfico ou prejudicial é previsível, e se não é, tanto o incentivam que acaba por ser.
Cuidados com higiene
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