Mais uma palavra para o nosso léxico económico. Rendas.
De tempos a tempos a nossa elite dirigente lá nos brinda com mais um conceito. Agora é o de rendas, aqui reportando-se ao que as concessionárias e entidades financiadoras das Parcerias Público Privadas, vulgo PPP, recebem de ter adiantado o seu dinheirinho para termos hoje, ou seja antecipadamente se o tivéssemos que poupar, auto-estradas, pontes, hospitais, e outros bens e serviços.
Uma parte é o capital, aplicado no custo da obra propriamente dito, depois há os juros desse empréstimo de capital para os bancos e depois temos as rendas que são o lucro das concessionárias.
Tem-se falado também em rendas relativamente a certas commodities como é o caso da electricidade, para se referirem à remuneração exagerada destas companhias entre o custo do serviço que prestam e os custos próprios da sua exploração, isto pelo facto de não operarem num mercado concorrencial.
Hoje não estou minimamente inspirada, mas parece-me que esta palavra RENDAS (saída da boca da elite reinante só para parecerem espertos), arrisca-se no futuro próximo a passar à categoria de eufemismo para caracterizar afinal a pura CHULICE.
O mundo, os cidadãos, as pessoas, pelo menos as que vivem de um magro salário, já não o podem aceitar. Gente que porque tem contactos, dinheiro e uma organização, geram e encontram enquadramentos económicos que os faz tornarem-se ricos, não porque introduzem algo de positivo para a vida do seu próximo, mas porque vivem de rendas baseadas numa mera engenharia financeira.
Ao contrário do que seria normal, ou seja desenvolverem um negócio, baseado num plano. numa projecção de rendimentos e num cálculo prévio do risco, que assumiriam e integrariam nas suas contas caso a coisa desse para o torto, limitam-se a elaborar um contrato com o Estado em que colocam o risco sobre os ombros dos contribuintes e com um mero movimento de meios financeiros que vão buscar aos mercados (os tais que agora temos ouvido falar) condenam-nos ao castigo eterno de lhes pagar. Isto não é ser-se empreendedor, isto é ser-se espertalhão, é ser-se uma sanguessuga.
Sugam os contribuintes drenando as rendas (e os salários de quem trabalha) para as suas contas bancárias baseados naquilo que foi apenas um contrato, um Project Finance.
Os contratos são para cumprir? São.
Mas também são para quebrar, pelo menos quando são leoninos como é o caso das PPP, eventualmente, com obrigações constituídas ilegitimamente e a pensar em RENDAS FUTURAS.
De tempos a tempos a nossa elite dirigente lá nos brinda com mais um conceito. Agora é o de rendas, aqui reportando-se ao que as concessionárias e entidades financiadoras das Parcerias Público Privadas, vulgo PPP, recebem de ter adiantado o seu dinheirinho para termos hoje, ou seja antecipadamente se o tivéssemos que poupar, auto-estradas, pontes, hospitais, e outros bens e serviços.
Uma parte é o capital, aplicado no custo da obra propriamente dito, depois há os juros desse empréstimo de capital para os bancos e depois temos as rendas que são o lucro das concessionárias.
Tem-se falado também em rendas relativamente a certas commodities como é o caso da electricidade, para se referirem à remuneração exagerada destas companhias entre o custo do serviço que prestam e os custos próprios da sua exploração, isto pelo facto de não operarem num mercado concorrencial.
Hoje não estou minimamente inspirada, mas parece-me que esta palavra RENDAS (saída da boca da elite reinante só para parecerem espertos), arrisca-se no futuro próximo a passar à categoria de eufemismo para caracterizar afinal a pura CHULICE.
O mundo, os cidadãos, as pessoas, pelo menos as que vivem de um magro salário, já não o podem aceitar. Gente que porque tem contactos, dinheiro e uma organização, geram e encontram enquadramentos económicos que os faz tornarem-se ricos, não porque introduzem algo de positivo para a vida do seu próximo, mas porque vivem de rendas baseadas numa mera engenharia financeira.
Ao contrário do que seria normal, ou seja desenvolverem um negócio, baseado num plano. numa projecção de rendimentos e num cálculo prévio do risco, que assumiriam e integrariam nas suas contas caso a coisa desse para o torto, limitam-se a elaborar um contrato com o Estado em que colocam o risco sobre os ombros dos contribuintes e com um mero movimento de meios financeiros que vão buscar aos mercados (os tais que agora temos ouvido falar) condenam-nos ao castigo eterno de lhes pagar. Isto não é ser-se empreendedor, isto é ser-se espertalhão, é ser-se uma sanguessuga.
Sugam os contribuintes drenando as rendas (e os salários de quem trabalha) para as suas contas bancárias baseados naquilo que foi apenas um contrato, um Project Finance.
Os contratos são para cumprir? São.
Mas também são para quebrar, pelo menos quando são leoninos como é o caso das PPP, eventualmente, com obrigações constituídas ilegitimamente e a pensar em RENDAS FUTURAS.
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