A arte dos sound-bytes dos políticos

De tempos a tempos somos obrigados a acompanhar umas certas criações dos comunicadores sejam eles políticos ou não, que vulgarmente apelidamos de sound-bytes. 

Os políticos gostam muito disto. 

Á falta de trabalho, começo a achar que esse tipo de criação se insere no seu quadro de funções, sentindo-se eles obrigados a agraciar-nos com esses momentos artísticos, já que se não o fizessem sentir-se-iam completamente inúteis. 

O sound-byte só é utilizado, melhor desenvolvido, por aqueles que sabem a força que tem a palavra. A palavra mexe com as consciências, molda, muda, altera, subverte. 

Essa arma portanto tem que estar sempre à mão principalmente naqueles povos que não evoluem e têm tendência para ser desinformados e acríticos. 


Ultimamente temos ouvido muito disso pelos rapazes do partido socialista. 

Fico a pensar se é uma espécie de deformação profissional de quem está na oposição ou se é algo genético. 

Temos ouvido essa coisa engraçada da "austeridade inteligente". Percebo que se quer aqui passar uma mensagem qualquer recorrendo a algo infra-consciente que me faça sentir que austeridade seria, sendo que a actual é estúpida e uma outra seria inteligente. 

A estúpida já a conhecemos, mas pergunto-me como seria a inteligente? Será que é essa dúvida, essa curiosidade, como se dá uma guloseima a uma criança, que se quer atingir? 
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