A avaliação da Troika

Cá estamos todos, portugueses e gregos, em suspenso à espera da avaliação pós-verão da malta da troika. 

Os gregos coitados estão a ver-se, que podemos dizer, gregos, com o seu primeiro-ministro Samarras a correr o eixo franco-alemão de cima a baixo, de mão estendida à maneira de um pedinte.

Não pede mais dinheiro (parece que não deseja mais do que os 31.500 mil milhões do que já pediu antes, pelo menos por agora) mas pede mais tempo. 

Muitos de nós sabemos bem o valor do tempo, passamos a vida a pedi-lo para nós, menos trabalho mais tempo para não fazer nenhum, e os financeiros, principalmente os agiotas, sabem-no também. 

É aliás o negócio deles, vender tempo ou antecipação do mesmo. 

Para aqueles que querem gozar e gastar hoje aquilo que não têm e que só esperam poder pagar amanhã são as vitimas, os hospedeiros, desses parasitas. 

Mas enfim temos que os aceitar e viver com eles. Para os tugas coitados, a coisa também não vai pelo melhor caminho. 

Vamos ver-nos gregos também e concerteza. Falta dinheiro e se o nosso primeiro-ministro não fizer o papel do Samarras (ou esperar que o Samarras seja ouvido e aí é só ir à boleia) pedindo também tempo, alguém vai ter de pagar. 

Aos funcionários públicos e pensionistas mais do que o simples corte de cabelo (hair-cut) neste ano já se entrou no domínio da raspagem ou carecada. 

Em termos financeiros estas categorias de portugueses já deram tudo o que tinham. A partir daqui já só há couro cabeludo financeiro, e em baixo deste, cérebro e pouca paciência. 

Quem resta? Os privados claro. Parece então que estes vão ver antecipada a inexistência de subsidio de Natal. Espero bem que o não tenham já prometido aos agiotas para pagar as ultimas férias a crédito na República Dominicana.
    Blogger Comentário
    Facebook Comentário

0 comentários:

Enviar um comentário

Não deixe de comentar para melhorar